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Construção brasileira tem ligeira queda dos postos de trabalho em janeiro

Início do ano que costuma ser de contratações, teve retração de 0,10% no nível de emprego.

17/03/2016

 

São Paulo, 14 de março de 2016 – A construção civil brasileira registrou queda de 0,10% no nível de emprego, em relação a dezembro, com o fechamento de  2,8 mil postos de trabalho, considerando os fatores sazonais*. Desconsiderando efeitos sazonais**, o número de vagas fechadas em dezembro foi de 32,1 mil (-1,08%). Os dados são da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). 


O presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, observa que “pelo segundo ano consecutivo, tivemos redução do nível de emprego em janeiro, um mês que normalmente é de contratações na indústria da construção, depois da queda sazonal que costuma ocorrer nos meses de novembro e dezembro”.


Para ele, “este dado preocupante reforça a necessidade de maior rapidez na adoção de medidas de estímulo à construção, tais como: novas concessões e parcerias público-privadas federais, estaduais e municipais que sejam realmente atrativas aos investidores nacionais e estrangeiros; desburocratização na aprovação de projetos e financiamentos; e incentivos à industrialização de obras”.


Por segmento, preparação de terrenos teve a maior retração (-1,08%) em janeiro em comparação a dezembro, seguido pelo de infraestrutura (-0,90%). No acumulado do ano, contra o mesmo período do ano anterior, o segmento imobiliário apresentou a maior queda (-17,61%).


A deterioração do mercado de trabalho afeta todas as regiões do Brasil, sendo que os piores resultados foram observados no Norte (-1,89%), e no Nordeste (-0,69%).



Emprego por regiões do Brasil 
(Janeiro de 2016)*

Região

Variação mensal (%)

Número de novas vagas

Norte

-1,89

-3.262

Nordeste

-0,69

-4.164

Sudeste

0,07

964

Sul

0,92

4.046

Centro-Oeste

-0,22

-470

Brasil (Total)

-0,10

-2.886

*Os dados da tabela consideram os fatores sazonais 

 

Estado de São Paulo
Em janeiro, o emprego registrou aumento de 0,76% em relação a dezembro, considerando efeitos sazonais, com 5,7 mil novas vagas. Desconsiderando a sazonalidade, o declínio no período foi de -0,76% (- 6 mil vagas).

 

 

No período, o segmento obras de instalação respondeu pelo melhor desempenho (1,53%). O estoque de trabalhadores subiu de 767,8 mil em dezembro para 773,6 mil em janeiro.


Em 12 meses, entre as regionais, Presidente Prudente apresentou a maior queda, de 16,13%. Na capital, que responde por 45% do total de empregos no setor, a retração no mesmo comparativo foi de 11,49%.


Emprego por regiões do Estado de São Paulo 

(Janeiro de 2016)

Região

Variação mensal (%)

Número de novas vagas

Presidente Prudente

3,38

285

Ribeirão Preto

3,16

1.567

São José do Rio Preto

2,85

859

Santo André

1,92

830

Sede (capital)

0,05

189

Sorocaba

1,71

1.491

Campinas

1,25

1.016

Santos

0,00

-1

Bauru

-0,32

-73

São José dos Campos

-0,54

-366

 **A dessazonalização é um tratamento estatístico que tem como objetivo retirar efeitos que tipicamente acontecem em um mesmo período do ano.


Revisão do estoque de empregos 2014
Toda a série de emprego da construção, desde dezembro de 2013, foi revisada após a divulgação do Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS) 2014 do MTE. O estoque vinha sendo ajustado mensalmente pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) desde a RAIS de 2013. 


No estado de São Paulo, a partir da consolidação do estoque de 2014, foi possível notar que apesar da queda do número de postos de trabalho de dezembro de 2013 em comparação ao mesmo período de 2014, ela não foi tão acentuada como vinha indicando o acompanhamento mensal do Caged. A tabela abaixo mostra que a variação de estoque entre estes dois momentos foi de -2,0% e não de -3,7%. 

 

 No Brasil, as estatísticas da RAIS mostraram que o número de vagas diminuiu para 3.386.345, e não para 3.318.694, o que representou uma diferença de 2% em relação ao estoque obtido via Caged.

 

Sobre o SindusCon-SP
O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) é a maior associação de empresas do setor na América Latina. Congrega e representa 650 construtoras associadas e 15 mil filiadas em todo o estado. A construção paulista representa 27,5% da construção brasileira, que por sua vez equivale a 5,5% do Produto Interno Bruto do Brasil. 


Assessoria de imprensa SindusCon-SP:
Aline Horvath: ahorvath@sindusconsp.com.br Tel.: (11) 3334-5688
Andrea Ramos Bueno: abueno@sindusconsp.com.br Tel.: (11) 3334-5701
Enzo Bertolini: ebertolini@sindusconsp.com.br Tel.: (11) 3334-5659

 

 

Fonte: SindusCon-SP

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